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Descubra para que serve o eletroencefalograma e como ele funciona

por maislaudo / Há 2 anos
O cérebro é conhecido como a “máquina” mais complexa do corpo humano. Graças ao seu correto funcionamento, é possível perceber as sensações, realizar reações motoras e desenvolver diversas outras atividades psíquicas de grande complexidade. Para avaliar a atividade cerebral, os médicos contam com um exame conhecido como eletroencefalograma (ou EEG).

Como em qualquer outra parte do corpo, é preciso atenção aos sinais de que algo está errado. E é por meio desse exame simples que se pode descobrir diversos problemas neurológicos, alterações do sistema nervoso central, distúrbios e doenças cerebrais. 

Por isso, neste post falaremos sobre o EEG e para que ele serve. Confira!

O que é eletroencefalograma?

Eletroencefalograma (EEG) é um exame que avalia a atividade dos impulsos elétricos do cérebro gerados de forma natural, examinando a normalidade do funcionamento cerebral quanto à intensidade e regularidade dos impulsos emitidos. É um teste rápido, sem contraindicações e que não causa nenhum incômodo. Pode ser feito em pessoas de qualquer faixa etária, de recém-nascidos a idosos, inclusive gestantes, sem nenhuma contraindicação.

Trata-se de um procedimento bastante antigo, criado a partir da descoberta feita pelo alemão Hans Berger, em 1929, de que o cérebro produzia atividade elétrica. Foi após a associação com a informática, nas últimas décadas, que o sistema se popularizou. Nele, os impulsos elétricos são amplificados e registrados em um papel, assim como no eletrocardiograma

Existem três tipos de EEG, que são diferenciados em razão da complexidade e do objetivo do exame:

Eletroencefalograma clínico

Trata-se do exame convencional, realizado com o objetivo de investigar sintomas como ataques epiléticos, convulsões e outros problemas relativos ao sistema nervoso central.

Eletroencefalograma ocupacional

É assim denominado quando o exame tem fins relativos à saúde do trabalho. É indicado para colaboradores que atuam em funções de risco, como motoristas, trabalhadores em altura e pilotos de avião.

Eletroencefalograma com mapeamento cerebral

Também chamado de quantitativo, é uma versão aprimorada do exame tradicional, que inclui o processamento computadorizado dos sinais elétricos emitidos. Ele possibilita ter uma visão detalhada da atividade cerebral, a partir de um mapa no qual as ondas com amplitudes diferentes são marcadas com diversas cores.

Como é realizado o exame?

Com o auxílio de uma pasta, eletrodos são fixados em toda a extensão da cabeça, incluindo a região da testa. São, no total, 23 unidades, colocadas em posições definidas pela normatização internacional, obedecendo o espaçamento correto entre elas. Após a fixação, o exame dura aproximadamente 20 minutos.

Enquanto o eletroencefalograma é feito, o paciente intercala entre a sonolência e a vigilância, para que as variações na atividade cerebral sejam captadas. Em pessoas com dificuldade para dormir, pode ser indicada uma leve sedação para que o resultado final do exame seja satisfatório.

Podem ser realizadas, também, algumas provas de ativação, tais como a hiperpneia e a fotoestimulação. Na primeira, é solicitado ao paciente que faça respirações rápidas e forçadas por 3 a 4 minutos. Na segunda, ele é colocado de frente para uma lâmpada que emite flashs com frequências variadas (de 0,5 a 30 Hz). Essa prova pode ser feita com o uso de um estroboscópio, por exemplo.

Qual a preparação necessária?

Assim como o exame, a preparação para o EEG é simples. Antes de ir para o local de realização, é preciso lavar os cabelos apenas com shampoo e secá-los. O paciente deve estar bem alimentado e, de preferência, dormir pouco na noite anterior, já que a sonolência é um fator importante para a sua realização.

Principalmente quando o objetivo do teste é o diagnóstico de questões do sono, como apneia, é interessante não dormir na noite anterior, garantindo um sono mais pesado durante o exame.

No caso de crianças ou outros pacientes com dificuldade para dormir, pode ser feita uma sedação leve. Quanto aos bebês, uma estratégia é amamentá-los durante a colocação dos eletrodos, induzindo-os ao sono.

O consumo de bebidas com cafeína deve ser suspenso nas 12 horas que antecedem o procedimento e, quando orientado pelo médico, deve-se evitar medicamentos que alterem o funcionamento do cérebro, como antidepressivos, sedativos e antiepiléticos.

Além disso, é importante informar ao médico ou profissional que estiver conduzindo o exame caso tenha ocorrido ingestão de alguma medicação, prática de esforço físico intenso ou jejum ou existência de alguma infecção no couro cabeludo, como seborreia e pediculose, pois essas infecções podem dificultar a fixação dos eletrodos.

Por que fazer um EEG é importante?

O eletroencefalograma é pedido por neurologistas em caso de suspeita de alterações na atividade elétrica ou nos ritmos cerebrais. Por meio dele, diversas doenças psiquiátricas e neurológicas podem ser diagnosticadas, sejam elas degenerativas ou causadas por infecções.

Pacientes com evidências de epilepsia, convulsões, demência, encefalites e tumores cerebrais podem ser diagnosticados pelo EEG. Além disso, outras alterações e distúrbios que podem ser identificados são: edemas, hemorragias, narcolepsia, enxaquecas, complicações decorrentes de lesões ou concussões e efeitos do abuso de álcool e drogas.

Ele também pode ser utilizado para medir o grau do coma em alguns momentos, por meio da possibilidade de diferenciação nos registros da atividade cerebral, além de monitorar pacientes durante cirurgias cerebrais e auxiliar na determinação da morte encefálica.

Em casos nos quais há a confirmação de doenças, outros exames, como os radiológicos, podem ser solicitados pelo médico.

Quais os cuidados pós-exame?

O eletroencefalograma é um método seguro e sem contraindicações para a realização. Não há nenhum desconforto e a pasta aplicada para o exame é facilmente retirada com o auxílio de água e sabão. Após o término, o paciente já pode ir para casa; o repouso é recomendado apenas quando é utilizada sedação.

Em geral, o exame não provoca efeitos colaterais e não oferece quaisquer riscos. De toda forma, é recomendado que seja feito com acompanhamento médico, em ambiente que possua estrutura adequada para qualquer eventualidade. No caso de pacientes que sofrem de epilepsia, raramente podem ocorrer complicações, especialmente quando é aplicada a fotoestimulação.

Como vimos, o EEG é um exame simples e indolor indicado, em geral, para pesquisa e identificação de alterações do sistema nervoso central. Seus resultados norteiam o tratamento de pacientes com doenças neurológicas e psiquiátricas, podendo, inclusive, melhorar a qualidade de vida dessas pessoas por meio do monitoramento das reações. 

O diagnóstico precoce é um excelente aliado para um tratamento eficaz. Por isso, consultar-se com regularidade e retornar com os resultados dos exames é a melhor forma de cuidar da saúde. Hoje, graças a avanços tecnológicos, como a telemedicina, o eletroencefalograma vem se tornando cada vez mais eficiente, possibilitando sua oferta a mais pacientes com maior qualidade e agilidade. 

E agora que você já sabe para que serve o eletroencefalograma, siga-nos no Facebook e não perca nenhuma de nossas dicas!

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