Densitometria óssea: como esse exame é feito e para que serve?

por maislaudo / Há 3 dias
densitometria óssea

Diversas tecnologias têm permitido grandes avanços na medicina diagnóstica. Uma delas é a densitometria óssea, que é capaz de detectar osteoporose e osteopenia logo nos primeiros estágios. Você sabe como esse exame é feito e quando ele é indicado?

Para ajudá-lo a esclarecer esses questionamentos, reunimos informações relevantes sobre o assunto. Acompanhe!

O que é densitometria óssea?

Trata-se de um exame bastante simples e rápido, que baseado na dupla emissão de raios X, permite a avaliação da densidade mineral do osso. Dessa maneira, é possível verificar a quantidade de massa óssea, possibilitando o diagnóstico precoce e o tratamento da osteoporose — além de viabilizar a avaliação do risco de fratura.

A densitometria óssea utiliza equipamentos modernos, sendo o método mais utilizado para investigar a perda de massa óssea. Ela é feita com um tipo especial de raio-x — o DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry). No entanto, a radiação emitida é muito baixa, cerca de 10 vezes menor do que uma radiografia convencional.

Enquanto o raio-x detecta a osteoporose apenas a partir de uma perda superior a 30%, a densitometria óssea consegue diagnosticar o problema logo no início. Isso é fundamental para se fazer um tratamento bem-sucedido e evitar que a doença evolua.

Para que serve o exame de densitometria óssea?

Basicamente, a densitometria óssea vai analisar a quantidade de cálcio presente no osso, o que é determinante para a densidade dele. A perda desse mineral é o que caracteriza a possibilidade de osteoporose ou osteopenia.

OSTEOPOROSE

A osteoporose é uma doença crônica e sistêmica, na qual o organismo deixa de produzir cálcio. Gradativamente os ossos ficam mais porosos, quebradiços e bem mais frágeis. É mais comum em mulheres a partir dos 65 anos de idade, mas também pode acometer homens e pessoas um pouco mais novas.

Em função da porosidade e fragilidade, os ossos se tornam cada vez mais suscetíveis a fraturas, de forma que qualquer queda, mesmo as ocorridas em casa, tornam-se uma preocupação. Ao contrário do que se imagina, geralmente a fratura é a causa da queda, e não a consequência.

OSTEOPENIA

Já a osteopenia pode ser entendida como um estágio inicial da osteoporose, em que a perda de massa óssea ainda não resultou em uma porosidade. Nessa fase, o osso demora mais para se recuperar de fraturas e fica um pouco mais fraco. Se não tratada, pode evoluir para a osteoporose.

OSTEOPOROSE X OSTEOPENIA

A principal diferença está no fato da osteopenia ser reversível. Há algumas medidas que podem ser tomadas com o intuito de recuperar a massa óssea perdida em pequena escala. Como por exemplo: tomar banho de sol regularmente em horários controlados, praticar atividades físicas.

Além disso, também é muito importante a prática de atividades físicas, a dieta rica em cálcio e a ingestão de alguns medicamentos de uso contínuo.

A osteoporose envolve uma perda muito grande de cálcio nos ossos, superior a 30%, sendo portanto, irrecuperável. Nesse caso, os ossos ficam frágeis, a ponto do próprio peso do esqueleto poder levar a fraturas espontâneas, causando a instabilidade que resulta na queda. É o que acontece quando um idoso fratura o colo do fêmur, por exemplo.

Vantagem da densitometria óssea

A grande vantagem da densitometria óssea é justamente a capacidade de detectar a perda mineral em um estágio inicial, quando ainda não pode ser visualizada por meio de raio-X.

Ou seja, o exame indica a ocorrência de osteopenia, favorecendo a prevenção da osteoporose.

A densitometria óssea é uma forma mais rápida, simples e barata de diagnosticar a osteoporose logo no início. É bom lembrar que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento e maior é a qualidade de vida do paciente.

INDICAÇÕES

Os médicos costumam pedir a densitometria óssea como exame de rotina para mulheres acima de 65 anos e homens a partir dos 70. No entanto, pode também ser recomendado para monitorar a doença já diagnosticada ou quando existem fatores de risco, tais como:

  • ocorrência de fratura prévia;
  • muitos casos na família (fator genético);
  • baixo peso corporal (Índice de Massa Corporal menor do que 18,5kg/m²);
  • uso de medicamentos que favorecem a perda de massa óssea (como corticoides).

Como é feita a densitometria óssea?

Para fazer o exame, não é necessário nenhum preparo especial. O paciente é encaminhado a uma sala, na qual fica o aparelho. A máquina irradia o corpo, e as imagens são captadas e enviadas para um computador. Esse procedimento é bem rápido (em torno de 5 minutos) e totalmente indolor. Os resultados são praticamente instantâneos, geralmente emitidos logo em seguida.

Por convenção, são examinados a coluna lombar e o fêmur, uma vez que são ossos maiores e muito sujeitos a fraturas. No entanto, o exame pode ser feito no corpo inteiro, visto que a osteoporose também se manifesta em qualquer tipo de osso.

RECOMENDAÇÕES

É importante evitar o uso de roupas com botões, fivelas ou adereços de metal, bem como sutiãs com aro, pois esses itens podem interferir nos resultados. Da mesma forma, joias e acessórios devem ser retirados.

Além disso, se for o caso, é recomendada a interrupção da suplementação de cálcio no dia do exame, pois a pílula pode aparecer no exame de coluna, influenciando no resultado.

Após o exame, o paciente está liberando para as suas atividades normais, não havendo nenhuma necessidade de repouso ou cuidado específico.

Que outros exames podem detectar a osteoporose?

Como já mencionado, o exame mais simples para a detecção de osteoporose é o raio-X. No entanto, como oferece uma imagem em que todas as camadas do corpo estão sobrepostas, a visualização do médico fica dificultada, sendo indicado apenas em casos mais simples.

Além dele e da densitometria óssea, existem ainda outros exames que podem detectar a osteoporose.  Como por exemplo, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Porém, são procedimentos bem mais complexos e caros.

A tomografia computadorizada também utiliza raios-X, mas as imagens são trazidas em seções transversais do corpo, permitindo uma melhor visualização. Já a ressonância magnética não utiliza radiação e tem alta definição. Ela capta a parte do corpo a ser examinada e produz imagens em qualquer plano.

No que se refere ao diagnóstico da osteoporose e osteopenia, a densitometria óssea permanece como a melhor indicação. Ela verifica a densidade mineral, captando a redução da massa óssea com precisão e precocemente.

Como a telemedicina pode ajudar?

Embora o exame possa ser realizado por um técnico ou tecnólogo em radiologia, o resultado precisa ser analisado por um médico. Dessa forma, a telemedicina — que permite a elaboração de laudos médicos à distância — pode viabilizar a oferta desse exame em condições em que o médico não possa estar presente em tempo integral.

Essa tecnologia não só favorece a realização da densitometria óssea em localidades mais remotas como reduz os custos da clínica, permitindo que o exame se torne mais acessível à população.

Processo de elaboração do exame de densitometria óssea com o suporte da telemedicina

O exame de densitometria óssea é feito normalmente, como descrito acima, porém para que seja possível elaborar o laudo à distância deve-se contar com auxilio de um aparelho digital. 

Este equipamento será responsável por converter os sinais captados durante o exame em pixels, ou seja, formando arquivos digitais que podem ser compartilhados via internet.

O profissional responsável pelo exame deve enviar esses arquivos digitais para a empresa terceirizada de telemedicina. Esta, por sua vez, será responsável por direcionar os arquivos para especialistas da área, que farão a avaliação do exame para em seguida elaborar o laudo médico com os resultados.

Este laudo será assinado digitalmente pelo especialista, de modo que se garanta a qualidade e segurança do documento. O arquivo online fica então disponível na plataforma para consulta, podendo ser salvo, impresso e enviado ao paciente. 

Benefícios da telemedicina na elaboração do exame de densitometria óssea

A tecnologia representa um avanço na saúde em diversos sentidos, somente a possibilidade de elaborar um exame como a densitometria óssea já é uma prova disso. Os avanços em equipamentos, suportes gerenciais e operacionais são gigantescos.

E a telemedicina, falando de forma mais específica da possibilidade de realizar laudos à distância, é outro avanço significativa para o setor. Apresentamos as principais vantagens para a sua clínica:

Redução de custos

A avaliação do exame de densitometria óssea deve ser feita por um médico especialista, que será capaz de avaliar as imagens com precisão e dar um parecer preciso e assertivo.

Entretanto, as clínicas muitas vezes não contam com uma equipe de especialistas para atender a demanda dos diversos tipos de exames que são feitos diariamente. Portanto, a emissão de laudos à distância representa uma significativa redução de custos, uma vez que não será necessário contar com uma equipe in loco para realizar os laudos. 

Interação entre profissionais

A troca de experiências entre profissionais da área da saúde em tempo real pode ser extremamente benéfica para um diagnóstico mais preciso do paciente.

Com o suporte de profissionais de diferentes especialidades é possível realizar uma análise muito mais assertiva da situação do paciente. Um diagnóstico mais ágil e preciso irá refletir em um tratamento de maior qualidade, aumentando as chances de recuperação do paciente.

Atendimento ágil

Este tipo de serviço agiliza pendências, pois qualquer laudo será disponibilizado num período máximo de 24 horas. Em casos específicos, o auxílio pode ocorrer num período ainda mais breve, de 1 a 2 horas, com a mesma qualidade garantida.

Com a agilidade na entrega de um diagnóstico, é possível começar o tratamento o quanto antes, melhorando a qualidade de vida do paciente.

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