Como a teleconsulta pode reduzir faltas e aumentar o retorno de pacientes

por Equipe Mais Laudo / Há 10 horas
teleconsulta para clínicas

Para instituições de saúde, as faltas sem aviso podem gerar um custo operacional que vai além do horário perdido. Mas, a boa notícia é que a teleconsulta para clínicas tem se consolidado como uma ferramenta altamente eficaz para combater o absenteísmo e melhorar a retenção dos pacientes. 

Neste artigo, vamos apresentar como a prática de teleconsulta pode transformar seu fluxo de atendimento, aumentando a produtividade da equipe e fortalecendo o relacionamento com os pacientes. 

Por que as faltas custam mais do que parecem

Antes de falar sobre a solução, vamos entender um pouco melhor de que forma as faltas nas consultas afetam as clínicas de saúde. Vamos observar alguns dados: 

  • O Panorama das Clínicas e Hospitais 2022 aponta que 85% das instituições privadas brasileiras reportaram taxa de no-show entre 5% e 20%. 
  • Um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (2018), com análise de 3.131 consultas agendadas, encontrou prevalência média de absenteísmo de 19,2%, com variação de 4,2% a 45% dependendo da especialidade. 

Quando o paciente não comparece na consulta, a clínica pode enfrentar uma série de problemas, como: 

  • Perda direta de faturamento
  • Ociosidade da equipe médica
  • Desorganização da agenda
  • Aumento do custo por atendimento realizado
  • Queda na previsibilidade financeira

Quando analisados os principais motivos das faltas, destacam-se a dificuldade de deslocamento ou de encaixe de horário na rotina de trabalho, além do esquecimento em si. Mas esse cenário muda quando a teleconsulta entra em jogo. 

Dados do Medscape Brasil (2023) mostram que clínicas com teleconsulta registraram taxa de absenteísmo de aproximadamente 10% nessa modalidade, bem abaixo da média de 25% a 30% das consultas presenciais no mesmo contexto. 

Leia também: Telemedicina e teleconsulta: entendendo a diferença entre os conceitos

O papel da teleconsulta para clínicas na redução do absenteísmo

A teleconsulta tem sido a solução mais eficaz para redução do absenteísmo em clínicas médicas. Isso acontece porque ela atua diretamente nos principais motivos das faltas. 

1. Elimina barreiras logísticas

Como mencionado anteriormente, a dificuldade de deslocamento está entre os principais motivos para a falta nas consultas. Mas, com a teleconsulta esse problema é solucionado, pois: 

  • O atendimento pode ser realizado de qualquer lugar
  • Há maior flexibilidade de agenda
  • Reduz-se o tempo total necessário para o atendimento

Resultado: o comparecimento nas consultas tende a aumentar de forma significativa.

2. Facilita encaixes e remarcações rápidas

Sabemos que a rotina de instituições de saúde é volátil, logo, imprevistos acontecem com frequência. Esses desafios do dia a dia podem ser minimizados com a teleconsulta.

Veja alguns exemplos: 

  • Um horário que seria perdido por uma consulta desmarcada em cima da hora pode ser convertido em atendimento remoto
  • Pacientes podem ser realocados com mais facilidade
  • A agenda se torna mais dinâmica e eficiente

Portanto, há maior flexibilidade para contornar o problema. Isso reduz o impacto financeiro das faltas e melhora o aproveitamento da equipe.

3. Aumenta o compromisso do paciente com o atendimento

Quando o atendimento exige menos esforço do paciente, a tendência é que ele valorize mais a consulta. Isto é, ao fazer a consulta da própria casa (ou de qualquer outro lugar), diminui-se as chances de atrasos e cancelamentos de última hora. 

Retenção de pacientes: o impacto além da consulta avulsa

Uma premissa do mundo dos negócios, também aplicável em instituições de saúde, é que reter pacientes é mais barato do que captar novos. Além disso, em ambientes médicos, ainda há um outro fator de destaque, que é o fato de que um paciente fidelizado tende a fazer indicações de novos pacientes. 

Podemos olhar, portanto, a retenção de pacientes como um KPI de gestão e não apenas um indicador de satisfação.  E a teleconsulta é uma prática que contribui diretamente para esse número.

Por exemplo, se uma clínica consegue oferecer o encaminhamento para uma consulta especializada de forma integrada, sem que o paciente precise buscar outro serviço fora, ela fecha o ciclo de cuidado internamente. Resultado: fortalecimento do vínculo com os pacientes e redução da evasão.

O que avaliar antes de implementar a teleconsulta na sua clínica

Se você está pensando em implementar a teleconsulta na sua clínica médica, então não deixe de considerar os pontos abaixo: 

Integração com o fluxo existente: é interessante que a teleconsulta não quebre o processo já estabelecido. Portanto, o ideal é que ela funcione como uma extensão do que já existe, não como um sistema paralelo que gera mais trabalho.

Rastreabilidade e documentação: é essencial que a consulta remota gere registros estruturados, rastreáveis e compatíveis com os processos da clínica, principalmente quando olhamos para o contexto SST.

SLA e disponibilidade: a clareza sobre tempo de resposta e disponibilidade de especialistas é fundamental.

Especialidades disponíveis: em geral, cardiologia, pneumologia e neurologia são as mais demandadas em contextos ocupacionais e de diagnóstico por imagem. Verifique se a solução contempla as especialidades relevantes para o perfil da sua clínica.

Custo x benefício: o ROI da teleconsulta para clínicas deve ser calculado levando em conta não só a receita direta gerada, mas também a redução de faltas, o aumento de retorno e o impacto na fidelização. 

– Leia também: Empresas de telemedicina: como funcionam e como escolher a melhor

Resumo: o que a teleconsulta entrega para sua clínica

Veja abaixo um resumo do impacto que o serviço de teleconsulta pode trazer para a sua clínica médica: 

  • Operacional: menos faltas, mais aproveitamento da agenda e eliminação de gargalos no ciclo de atendimento.
  • Financeiro: aumento do ticket médio sem expansão do quadro médico e captura de receita que antes ia para fora da clínica.
  • Estratégico: fidelização de pacientes, diferenciação de portfólio e fortalecimento da posição competitiva da clínica no mercado.

Podemos dizer, portanto, que clínicas que ainda não oferecem teleconsulta estão, na prática, perdendo receita para a inércia e  também para concorrentes que já entenderam onde está a próxima fronteira de eficiência no setor.

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FAQ: Teleconsulta para clínicas

A teleconsulta é regulamentada no Brasil para uso em clínicas B2B? 

Sim. A teleconsulta médica foi regulamentada definitivamente pelo Conselho Federal de Medicina por meio da Resolução CFM nº 2.314/2022.

Qualquer especialidade pode ser realizada por teleconsulta? 

A maioria das especialidades pode ser conduzida de forma remota, especialmente em consultas de acompanhamento, análise de resultados de exames e triagem especializada. Especialidades que dependem de exame físico direto têm maior restrição e podem exigir avaliação presencial complementar.

Como a teleconsulta se encaixa no fluxo de atendimento já existente da clínica? 

O modelo mais eficiente é o de complementação: a teleconsulta entra como uma etapa adicional dentro do fluxo já estabelecido, não como um substituto. 

É necessário contratar médicos próprios para oferecer teleconsulta? 

Não necessariamente. Soluções de teleconsulta terceirizadas funcionam no modelo de disponibilização de especialistas on demand, sem necessidade de vínculo empregatício direto com a clínica. Isso permite que o serviço seja oferecido como produto sem os encargos de uma contratação fixa.

Como garantir a segurança e a confidencialidade dos dados nas teleconsultas? 

Plataformas de teleconsulta sérias devem estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e adotar criptografia nas transmissões, controle de acesso por perfil e armazenamento seguro dos registros. 

A teleconsulta pode ser cobrada do plano de saúde do paciente? 

Depende do contrato entre a clínica e a operadora. A ANS regulamentou a obrigatoriedade de cobertura para teleconsultas nas mesmas condições das consultas presenciais, mas a operacionalização varia por operadora e tipo de plano. 

– Leia também: Telemedicina no Brasil: Descubra 10 pontos-chave sobre a regulamentação no país

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