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Como funciona a telemedicina nos hospitais?

por maislaudo / Há 2 semanas
telemedicina nos hospitais

Nos últimos anos, o uso de telemedicina nos hospitais tem sido cada vez mais frequente em todo o mundo. Os recursos, que vão desde os laudos online até as consultas por videoconferência, proporcionam maior alcance, agilidade e qualificação no atendimento médico. 

Por isso, entender e aplicar esses recursos de forma estratégica representa um dos caminhos mais promissores para o futuro da medicina. Quer saber o porquê? Explicamos tudo no texto abaixo. Veja!

Entenda o funcionamento da telemedicina nos hospitais

Entende-se como telemedicina toda e qualquer ação realizada por meio de tecnologias de informação e comunicação, com foco nos serviços de saúde. 

Isto é, os recursos tecnológicos são utilizados como forma de otimizar o atendimento médico, seja qual for o seu nível.  

Isso pode acontecer por meio de troca de informações online entre médicos ou ainda através da terceirização dos laudos. São várias as possibilidades de aplicação, no entanto, é preciso conhecer a legislação de modo a identificar a regulamentação vigente no Brasil. 

O que diz a Lei sobre o uso de telemedicina no Brasil?

No Brasil, a telemedicina é regulamentada pela resolução n° 1.643/2002, que define a prática como:  “o  exercício  da  Medicina  através  da  utilização  de metodologias  interativas  de  comunicação  audiovisual  e  de  dados,  com  o  objetivo  de assistência, educação e pesquisa em Saúde.”

O documento define uso muito restrito das práticas de telemedicina no ambiente da saúde. Na maioria dos casos, o Conselho Federal (CFM) reconhece a prática apenas em casos emergenciais ou quando solicitado pelo médico responsável. Há ainda a possibilidade de emissão de laudos online para suporte diagnóstico. 

Uso emergencial de telemedicina nos hospitais durante a pandemia

Contudo, a pandemia de coronavírus modificou esse cenário. Com o isolamento social sendo a principal medida de contenção ao vírus, a telemedicina passou a ser um dos grandes aliados dos hospitais. 

Atualmente, está em vigor a lei n°13.989/20 que permite o uso da telemedicina em caráter emergencial durante o período da pandemia. O documento autoriza a prática de telemedicina em três novos moldes. São eles: 

  • Teleorientação: para que profissionais da medicina realizem à distância a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento. 
  • Telemonitoramento: ato realizado sob orientação e supervisão médica para monitoramento ou vigência à distância de parâmetros de saúde e/ou doença. 
  • Teleinterconsulta: exclusivamente para troca de informações e opiniões entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico.

Leia também: Qual é o futuro da telemedicina após pandemia?

Vantagens do uso de telemedicina nos hospitais 

A tecnologia aplicada na rotina médica traz uma série de benefícios, entre os quais se destacam a maior produtividade nas instituições, eliminação de custos e maior democratização da assistência médica. 

Veja mais sobre as vantagens abaixo. 

Contribui para diminuir as superlotações em hospitais

A superlotação é um dos grandes desafios dos hospitais no Brasil. De acordo com levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União, em 2014, cerca de 65% de 116 hospitais públicos no país estavam constantemente superlotados, enquanto outros 36% enfrentavam períodos de demandas além de suas capacidades

Portanto, este cenário evidencia a necessidade de otimizar processos, principalmente aqueles relacionados à triagem e encaminhamento. 

Ao aplicar-se recursos de telemedicina nessas etapas, a instituição consegue desafogar o atendimento, podendo focar em casos mais graves e etapas mais estratégicas do tratamento. 

Leva a assistência médica às regiões mais remotas

O Brasil é um país de grande extensão territorial, com muitas regiões remotas que não possuem uma assistência médica de qualidade. Neste caso, a telemedicina surge como solução para minimizar as barreiras geográficas. 

O uso de recursos tecnológicos permite que pacientes recebam atendimento e acompanhamento, mesmo de longa distância. 

É preciso deixar claro que a telemedicina não substitui, em hipótese alguma, o atendimento médico presencial. A prática apenas viabiliza e simplifica esse acesso, que ainda deverá ser apoiado pela consulta física, quando necessário. 

Otimização de tempo e maior produtividade

Um dos recursos mais utilizados de telemedicina nos hospitais é o serviço de laudo à distância

Com a prática, o profissional não precisa laudar todos os exames realizados na instituição, uma vez que o serviço é terceirizado para uma empresa de telemedicina, como a Mais Laudo. 

Portanto, ele ganha mais tempo para atender um número maior de pacientes e para focar em etapas mais estratégicas do atendimento médico.  

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