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Tabela de pressão arterial: normal, por idade, na gravidez e infantil

por eDialog / Há 2 semanas
tabela de pressão arterial

A tabela de pressão arterial é utilizada para diagnóstico e controle de doenças crônicas, com destaque para a hipertensão. 

Para chegar a uma hipótese diagnóstica, o profissional de saúde deve considerar fatores como idade e condição clínica do paciente. 

No texto a seguir indicamos quais são os parâmetros para os principais casos e ainda apresentamos dicas de como realizar o exame corretamente em sua clínica médica. Continue a leitura e fique por dentro! 

Tabela de pressão arterial normal

É considerada pressão arterial normal quando as artérias estão sob controle, portanto, o coração não encontra-se sobrecarregado. 

Para entender a leitura de uma pressão arterial normal, precisamos contextualizar a maneira como são descritos seus valores. Para isso, realiza-se a leitura de dois movimentos: a sístole e a diástole. 

Na sístole acontece a contração do músculo cardíaco, ou seja, é o momento em que o coração se contrai e expulsa o sangue em direção aos vasos. 

Em seguida, ocorre o relaxamento do músculo cardíaco, processo conhecido como diástole, que é quando o coração volta a encher de sangue. 

É por conta desses dois movimentos que temos dois valores nas medidas de pressão, sendo uma sistólica e outra diastólica. 

Atualmente, a classificação dos níveis de pressão arterial entre adultos é descrita da seguinte maneira: 

Na hora de avaliar a pressão arterial de um indivíduo é importante levar em consideração a sua idade. Isso porque as alterações nos valores de pressão são normais na medida em que a pessoa envelhece. 

Por isso, é importante avaliar quadro a quadro, de modo a entender quando essa elevação é algo natural e quando ela pode indicar o desenvolvimento de quadros como a hipertensão, por exemplo. 

Tabela de pressão arterial na gravidez

Durante a gravidez é comum que a mulher tenha quadro de queda de pressão, principalmente entre décima terceira e vigésima semanas de gestação. 

Isso acontece porque uma parte do sangue da mulher que irriga o útero é transferida para o feto, logo, diminui-se a quantidade de líquido circulando pelo seu corpo. Dessa forma, é comum que haja uma queda na força exercida na parede interna das artérias. 

Apesar de ser um padrão normal, é importante que a mulher faça um acompanhamento da pressão arterial durante toda a gravidez. Afinal, esta pode desenvolver quadros mais sérios, como a pré-eclâmpsia, que é quando a pressão mantém-se alta durante toda a gestação, podendo levar até à própria eclâmpsia, o que pode desencadear convulsões e ser até fatal. 

A classificação dos níveis de pressão arterial ao longo da gravidez pode ser acompanhada pelos valores descritos abaixo: 

Tabela de pressão arterial na gravidez

Tabela de pressão arterial infantil

As crianças contam com valores de pressão arterial distintos dos adultos, por isso, eles têm sua própria tabela para conferência do quadro clínico. Além disso, durante a infância ainda há uma série de fatores que influenciam nesses valores, tais como tamanho, peso e sexo. 

No documento do III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial, foi indicado um exemplo de como essas variáveis podem influenciar na avaliação da pressão arterial: 

“Por exemplo, uma menina com 1 ano de idade, 77 cm de altura (percentil 75) e pressão arterial de 107/64 mmHg será considerada hipertensa; em contrapartida, se essa mesma pressão arterial for encontrada em uma menina de 3 anos de idade com 96 cm de altura (percentil 50), a criança será considerada normal limítrofe.”

Veja abaixo a tabela que descreve os níveis de pressão arterial infantil de acordo com suas variáveis.

Tabela de pressão arterial infantil

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Recomendações para medição da pressão arterial 

A posição mais adequada para medida da pressão arterial é com a pessoa sentada. Ainda recomenda-se que seja seguida as seguintes orientações: 

1 –  Explicar o procedimento para o paciente;

2 – Certificar-se de que o paciente: 

  • não está com a bexiga cheia; 
  • não praticou exercícios físicos; 
  • não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou fumou até 30 minutos antes da medida. 

3 – Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável. 

4 – Localizar a artéria braquial por palpação. 

5 – Colocar o manguito firmemente cerca de 2 cm a 3 cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial. A largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da circunferência do braço e seu comprimento, envolver pelo menos 80% do braço. Assim, a largura do manguito a ser utilizado estará na dependência da circunferência do braço do paciente.

6 – Manter o braço do paciente na altura do coração. 

7 – Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro aneróide. 

8 – Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, para a estimativa do nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30 segundos antes de inflar novamente. 

9 – Colocar o estetoscópio nos ouvidos, com a curvatura voltada para a frente.

10 – Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva. 

11 – Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento de medição. 

12 – Inflar rapidamente, de 10 mmHg em 10 mmHg, até o nível estimado da pressão arterial. 

13 – Proceder à deflação, com velocidade constante inicial de 2 mmHg a 4 mmHg por segundo, evitando congestão venosa e desconforto para o paciente. 

14 – Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), que se intensifica com o aumento da velocidade de deflação. 

15 – Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff), exceto em condições especiais. Auscultar cerca de 20 mmHg a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff). 

16 – Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica, complementando com a posição do paciente, o tamanho do manguito e o braço em que foi feita a mensuração. Deverá ser registrado sempre o valor da pressão obtido na escala do manômetro, que varia de 2 mmHg em 2 mmHg, evitando-se arredondamentos e valores de pressão terminados em “5”. 

17 – Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas. 

18 – O paciente deve ser informado sobre os valores da pressão arterial e a possível necessidade de acompanhamento.

Fonte:  III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial

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