Eletroencefalograma com mapeamento cerebral: o que é, para que serve, indicações e como é feito o exame

O eletroencefalograma com mapeamento cerebral é um exame avançado que permite uma análise detalhada e quantitativa da atividade elétrica do cérebro.
Ao associar a captação tradicional dos sinais cerebrais ao processamento computadorizado, o exame oferece uma visualização mais precisa das funções e possíveis alterações neurológicas.
Continue a leitura e entenda melhor o exame. Confira:
- O que é o eletroencefalograma com mapeamento cerebral?
- Para que serve o exame?
- Principais indicações
- Como é a preparação para o exame?
- Como é feito o eletroencefalograma com mapeamento cerebral?
- Uso de telemedicina para otimizar o EEG com mapeamento cerebral
- FAQ: dúvidas frequentes
- Conte com a Mais Laudo!
O que é o eletroencefalograma com mapeamento cerebral?
Também chamado de eletroencefalograma quantitativo (EEGq), é um aprimoramento do exame de eletroencefalograma convencional que inclui o processamento computadorizado para analisar os sinais elétricos emitidos pelo cérebro.
Nesse exame é criado um mapa colorido no qual ondas de amplitudes diferentes são marcadas com cores, desenhando o local atingido pelas descargas irregulares e possibilitando uma visão mais detalhada da atividade cerebral.
Para que serve o exame?
O exame serve para obter informações quantitativas sobre a atividade elétrica de base, permitindo comparar variações entre os dois lados do cérebro (inter-hemisféricas) ou dentro de uma mesma região (intra-hemisféricas).
Ele é fundamental para uma visualização precisa da localização de descargas epileptiformes, auxiliando em diagnósticos mais assertivos.
– Leia também: Qual a diferença entre eletroencefalograma ocupacional e clínico?
Principais indicações
Utilizado para avaliar a atividade elétrica cerebral, ele pode detectar alterações do sistema nervoso central, diagnosticando doenças e distúrbios no cérebro.
O EEG com mapeamento cerebral é utilizado, principalmente, para avaliar a presença de focos epilépticos. Isso é possível graças à fidelidade das imagens de todas as áreas do cérebro obtidas no exame, como as regiões frontais, parietais, occipitais, temporais, e outras.
Porém, recorre-se ao exame também para identificar patologias como:
- Tumores;
- Traumatismos cranianos;
- Confusões mentais;
- Edemas no cérebro;
- Hemorragia;
- Cefaleia;
- Inflamação e infecções, como meningite e encefalite;
- Doenças metabólicas ou degenerativas;
- Disturbios convulsivos.
Além disso, o exame também pode ser realizado para a avaliação de distúrbios relacionados ao sono.
Como é a preparação para o exame?
Não há necessidade de nenhuma preparação especial, ingestão de substâncias ou dieta específica.
Apenas alguns cuidados são necessários, como evitar o consumo de bebidas à base de cafeína (como café, chá, mate, energéticos e refrigerantes) e de medicamentos que interfiram no funcionamento cerebral, como sedativos, antidepressivos e antiepilépticos, até 12 horas antes do exame.
Remédios de uso contínuo não precisam ser suspensos, mas devem ser informados ao médico antes do teste.
Além disso, é preciso estar com os cabelos limpos e secos, mas a lavagem deve ser feita apenas com shampoo. O uso de condicionador, gel, óleo ou qualquer outro produto que fique impregnado nos fios ou couro cabeludo pode atrapalhar a fixação dos eletrodos ou interferir na captação dos impulsos elétricos.
É recomendado dormir pouco, cerca de 3 a 4 horas, na noite anterior, facilitando o relaxamento e a sonolência durante o exame. Especialmente quando o teste está relacionado à investigação de questões do sono, o médico pode solicitar uma noite insone para garantir o sono profundo ao longo do exame.
Bebês submetidos ao exame podem ser amamentados durante a colocação dos eletrodos para que durmam mais facilmente logo após.
Como é feito o eletroencefalograma com mapeamento cerebral?
O exame ocorre com o paciente deitado, em ambiente tranquilo e com pouca luz, favorecendo o relaxamento. Inicialmente, são colocados os eletrodos, pequenas placas de metal, com a ajuda de uma pasta condutora, que auxilia a fixação no couro cabeludo, além de permitir a aquisição dos sinais elétricos emitidos.
Feito isso, o profissional indicado deve executar um software no computador relacionado ao aparelho para iniciar o registro da atividade elétrica do cérebro.
Em seguida, é solicitado que o paciente realize algumas ações para ativar a atividade elétrica cerebral, como:
- Abrir e fechar os olhos;
- Hiperpneia: o paciente é orientado a fazer incursões respiratórias forçadas e rápidas, durante 3 a 4 minutos;
- Fotoestimulação: uma lâmpada que produz flashes com frequências variadas, de 0,5 a 30 Hz, é colocada em frente ao examinado. Essa exposição a luzes fortes e brilhantes pode ser feita com o uso de um estroboscópio.
O software do computador vai registrar a atividade cerebral por pelo menos 2 minutos em cada manobra na forma de um traçado de EEG.
Esse traçado será convertido em um arquivo digital e, em seguida, em imagens para então serem interpretados por um médico neurologista.
– Leia também: Aprenda a escolher um aparelho de EEG para seu consultório ou clínica
Uso de telemedicina para otimizar o EEG com mapeamento cerebral
Atualmente, avanços tecnológicos fizeram surgir soluções inovadoras como a telemedicina, possibilitando a otimização de exames como o eletroencefalograma com mapeamento cerebral e facilitando os processos operacionais em uma clínica.
Nesse caso, o EEG pode ser realizado localmente por um técnico e laudado remotamente, à distância, eliminando a necessidade de ter um médico especialista na equipe.
Equipamentos de ponta são excessivamente caros e exigem profissionais capacitados para operá-los, limitando a possibilidade de que clínicas menores ofereçam determinados exames.
O uso da telemedicina permite que mais clínicas ofereçam serviços como o EEG com mapeamento cerebral, por meio da redução dos custos dos procedimentos, do investimento em equipamentos e pessoal, e do processo para a confecção de laudos.
Além disso, o ganho de qualidade e agilidade no serviço confere um diferencial à empresa, que se destaca da concorrência e amplia sua capacidade de atendimento, aumentando o volume de pacientes.
– Leia também: Laudo de eletroencefalograma a distância: como funciona e principais benefícios
FAQ: dúvidas frequentes
Reunimos a seguir as principais dúvidas sobre o exame. Confira!
É um aprimoramento do EEG convencional que utiliza processamento computadorizado para analisar os sinais elétricos emitidos pelo cérebro, criando um mapa colorido em que ondas de diferentes amplitudes são representadas por cores, o que ajuda a visualizar com mais detalhes a atividade cerebral e a região relacionada a descargas irregulares.
Serve para obter informações quantitativas sobre a atividade elétrica de base do cérebro, permitindo comparar variações entre os dois lados (inter) e dentro de uma mesma região (intra), sendo fundamental para uma visualização precisa da localização de descargas epileptiformes e para apoiar diagnósticos mais assertivos.
É utilizado principalmente para avaliar a presença de focos epilépticos, mas também pode detectar outras condições como tumores, traumatismos cranianos, confusões mentais, edemas cerebrais, hemorragia, cefaleia, meningite, encefalite, doenças metabólicas ou degenerativas, distúrbios convulsivos e ainda pode ser solicitado para avaliação de distúrbios do sono.
O paciente fica deitado em ambiente tranquilo e com pouca luz, enquanto eletrodos são fixados no couro cabeludo; em seguida, um software registra a atividade elétrica cerebral e o paciente pode ser orientado a realizar manobras como abrir e fechar os olhos, hiperpneia e fotoestimulação com flashes de luz, gerando um traçado de EEG que é convertido em arquivo digital e imagens para interpretação por um neurologista.
Em geral, costuma demorar de 30 minutos a 1 hora, dependendo da finalidade e da necessidade de captar eventos e variações raras.
As cores representam ondas de amplitudes diferentes registradas no exame, formando um “mapa” que ajuda a desenhar a área do cérebro relacionada à atividade elétrica observada, destacando regiões com padrões irregulares e oferecendo uma visualização mais detalhada do funcionamento cerebral para análise médica.
Você encontra esse exame em serviços de neurologia, neurofisiologia e em centros de diagnóstico, além de algumas clínicas de sono.
O valor varia bastante por cidade, rede, protocolo, urgência do laudo e convênio, mas pode ficar entre R$150 e R$350.
Conte com a Mais Laudo!
O laudo médico do eletroencefalograma com mapeamento cerebral assume papel central no diagnóstico de diversas doenças neurológicas.
É por meio da análise criteriosa do neurologista que os dados do exame se transformam em informações clínicas relevantes, capazes de, além de diagnosticar, orientar condutas terapêuticas e acompanhamentos evolutivos.
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Supervisor de Vendas e Marketing na Mais Laudo. Engenheiro Civil, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho, atualmente cursando pós-graduação em Gestão Comercial e Vendas. Com mais de 8 anos de experiência em Telemedicina, alia conhecimento técnico a uma visão estratégica para impulsionar resultados em saúde digital e inovação. LinkedIn: @leandroreismg