Checklist: sua clínica está pronta para implementar teleconsulta?

por Equipe Mais Laudo / Há 6 horas
como implementar teleconsulta na clínica

Antes de entender como implementar teleconsulta na clínica, é importante avaliar se o seu negócio está pronto para adotar essa prática. Para que o serviço tenha resultados positivos, a clínica deve fazer uma avaliação do seu fluxo de trabalho atual, de modo a entender a melhor forma de adoção da consulta online. 

Em resumo, sua clínica precisa de um planejamento criterioso para implementação da teleconsulta. 

Neste artigo vamos apontar alguns direcionamentos que vão ajudar você a entender o nível de maturidade da sua clínica e a saber se ela está preparada para oferecer o serviço. 

Principais conclusões do artigo

  • A teleconsulta é um serviço regulamentado pelo CFM, e sua implementação exige conformidade técnica, jurídica e operacional antes do primeiro atendimento.
  • Clínicas que adotam teleconsulta de forma estruturada aumentam sua capacidade de atendimento sem necessariamente ampliar o quadro médico presencial.
  • A infraestrutura mínima exigida inclui conectividade adequada, hardware compatível, ambiente com privacidade acústica e visual, e uma plataforma de teleconsulta homologada.
  • Para clínicas de medicina do trabalho e Saúde e Segurança do Trabalho (SST), há especificidades regulatórias que precisam ser observadas antes da oferta do serviço.
  • Escolher uma plataforma de teleconsulta B2B adequada ao porte e ao fluxo da clínica é uma das decisões mais estratégicas de todo o processo.

As exigências regulatórias da prática de teleconsulta

Antes de qualquer decisão técnica ou operacional, é preciso entender o ambiente regulatório da teleconsulta no Brasil. A oferta de consultas remotas é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução CFM nº 2.314/2022 que define as condições para a prática ética e legal da telemedicina.

Para entender se a sua clínica está ciente de todas as implicações da ação da teleconsulta, é importante responder às seguintes questões: 

  • A clínica revisou as resoluções vigentes do CFM sobre teleconsulta e telemedicina?
  • Os médicos envolvidos têm ciência das normas éticas aplicáveis à prática remota?
  • Existe clareza sobre quais especialidades e tipos de consulta são permitidos no formato remoto?
  • Para clínicas de medicina do trabalho e SST: as consultas remotas planejadas estão dentro do escopo permitido pelas normas ocupacionais vigentes?
  • A clínica verificou as exigências do CRM do estado onde está registrada?

Atenção para clínicas SST: O contexto regulatório da medicina do trabalho tem particularidades que vão além do CFM. Portarias do Ministério do Trabalho e resoluções específicas precisam ser consultadas antes de qualquer oferta de teleconsulta para fins ocupacionais.

– Leia também: Telemedicina no Brasil: Descubra 10 pontos-chave sobre a regulamentação no país

Considere se a sua infraestrutura suporta o serviço

A qualidade técnica da teleconsulta impacta diretamente a percepção do serviço, e isso vale tanto para o médico quanto para o paciente do outro lado. 

Instabilidade de conexão, câmera de baixa resolução ou ambiente com eco comprometem a consulta e geram desconfiança na plataforma.

Faça o seguinte checklist técnico antes da implantação:

  • Para chamadas de vídeo em alta definição (HD), é recomendado utilizar uma conexão de internet com velocidade de pelo menos 5 Mbps a 10 Mbps. Sua clínica possui isso no ambiente de atendimento? 
  • Existe um plano de contingência para quedas de conexão durante uma consulta?
  • Os equipamentos disponíveis (computadores, câmeras, microfones e headsets) são adequados para videoconferências médicas?
  • O ambiente físico reservado para teleconsultas tem isolamento acústico e privacidade visual suficientes?
  • A clínica possui dispositivos dedicados para teleconsulta, separados das estações de uso administrativo?
  • O sistema operacional e o navegador utilizados são compatíveis com a plataforma de teleconsulta escolhida?

Avaliando o fluxo interno

Para implementar a teleconsulta, a clínica vai ter que fazer adaptações no fluxo de trabalho, ou seja, será preciso redesenhar ou adaptar os processos internos, desde o agendamento até o pós-atendimento. Clínicas que negligenciam esse passo criam gargalos que comprometem a experiência e a escalabilidade do serviço.

Itens do checklist operacional:

  • Existe um fluxo definido para agendamento de teleconsultas (canais, confirmação, lembretes)?
  • O processo de triagem ou elegibilidade para teleconsulta está mapeado (quais casos são adequados para o formato remoto)?
  • O link ou acesso à teleconsulta é enviado ao paciente com antecedência e de forma automatizada?
  • Há um protocolo estabelecido para imprevistos técnicos durante a consulta (queda de conexão, áudio falho, etc.)?
  • As teleconsultas são registradas conforme exigido pela regulamentação vigente?
  • Existe um processo de pós-consulta definido, com orientações ao paciente, encaminhamentos e acompanhamento?

Confira: Como a teleconsulta pode reduzir faltas e aumentar o retorno de pacientes

Alinhamento com a equipe

Um ponto muito importante de como implementar teleconsulta na clínica diz respeito ao treinamento da equipe. É  muito importante que todos os funcionários estejam alinhados e familiarizados com a prática. 

Recepcionistas devem saber como orientar os pacientes sobre a consulta a distância, médicos devem dominar as ferramentas e times de TI precisam conhecer os requisitos técnicos da plataforma..

Veja a seguir quais itens devem ser avaliados no checklist de equipe:

  • A equipe de recepção foi treinada para orientar pacientes sobre como acessar a teleconsulta?
  • Existe um responsável interno designado para monitorar a operação de teleconsulta no dia a dia?
  • O time de TI (interno ou terceirizado) conhece os requisitos técnicos da plataforma de teleconsulta?
  • Foram realizados testes operacionais (consultas simuladas) antes do go-live?
  • Existe um canal interno para que a equipe reporte problemas técnicos rapidamente?

A escolha da plataforma de teleconsulta

A escolha da plataforma de teleconsulta é uma das decisões mais estratégicas de todo o processo de implantação. É importante certificar que as plataformas atendam às exigências regulatórias da prática médica.

Além disso, é importante que você avalie os seguintes critérios antes de definir uma plataforma:

  • A plataforma está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e oferece garantias de segurança no tratamento dos dados dos pacientes?
  • A ferramenta possui criptografia de ponta a ponta nas consultas?
  • A plataforma oferece rastreabilidade das consultas realizadas (data, hora, médico, paciente, registro do atendimento)?
  • O suporte técnico da plataforma tem SLA (Service Level Agreement, na tradução: acordo de nível de serviço) definido e atendimento adequado para clínicas em produção?
  • A plataforma suporta o volume de consultas simultâneas que sua clínica pretende realizar?
  • A ferramenta oferece integração ou compatibilidade com os sistemas já utilizados pela clínica?
  • A plataforma possui experiência comprovada com clínicas B2B, especialmente em SST ou medicina do trabalho?

Leia também: Telemedicina e teleconsulta: entendendo a diferença entre os conceitos

Perguntas frequentes sobre teleconsulta para clínicas

Toda especialidade médica pode ser atendida por teleconsulta?

Não. A regulamentação do CFM estabelece critérios para a prática da teleconsulta, e algumas especialidades ou procedimentos exigem avaliação presencial. É fundamental consultar as resoluções vigentes e, se necessário, orientação do CRM estadual antes de definir o escopo de atendimento remoto.

A teleconsulta requer contratação de novos médicos?

Não necessariamente. Muitas clínicas iniciam a operação com o próprio corpo clínico, adaptando a agenda para incluir horários de teleconsulta. É possível contar com parceiros especializados, como a Mais Laudo, que oferecem acesso a profissionais capacitados em diversas especialidades, ampliando a cobertura assistencial e facilitando a implementação da teleconsulta.

Como garantir a privacidade e segurança dos dados durante a teleconsulta?

A escolha da plataforma é determinante. A ferramenta precisa oferecer criptografia de ponta a ponta, armazenamento em servidores seguros e conformidade com a LGPD. Além disso, o ambiente físico da consulta deve garantir privacidade acústica e visual para o profissional de saúde.

É possível oferecer teleconsulta sem ter sala exclusiva para isso?

É possível, mas não é recomendado. O ambiente de atendimento precisa garantir isolamento acústico e privacidade visual suficientes. Adaptar uma sala existente é uma opção válida, desde que os critérios de privacidade sejam atendidos. Realizar teleconsultas em espaços de uso coletivo ou abertos é um risco regulatório e ético.

Teleconsulta e telelaudo são o mesmo serviço?

Não. São serviços distintos. O telelaudo envolve a análise e emissão remota de laudos médicos a partir de exames já realizados. A teleconsulta é um atendimento médico direto ao paciente, conduzido remotamente por videoconferência. Cada serviço tem requisitos técnicos, regulatórios e operacionais próprios.

Conclusão

Como vimos ao longo do artigo, implementar teleconsulta na clínica de forma bem-sucedida é, acima de tudo, uma questão de método. Clínicas que seguem um processo estruturado entram em operação com mais segurança, menos retrabalho e maior capacidade de escalar o serviço ao longo do tempo.

Se a sua clínica já passou pelos itens deste checklist e está avaliando qual plataforma de teleconsulta faz mais sentido para o seu perfil, converse com nossa equipe. A Mais Laudo atende clínicas de diferentes portes com garantia com foco em eficiência, rastreabilidade e integração entre serviços de telemedicina.

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